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Mal de Parkinson / * Paulo Rogério M de Bittencourt |
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23-Fev-2010 |
O Mal de Parkinson é uma doença caracterizada pela associação de distúrbios motores entre eles a lentidão de movimentos, rigidez corporal, instabilidade de postura, tremor, principalmente em repouso, e costuma ser diferente entre um lado e outro do corpo. O progresso é lento, e, nas fases avançadas, pode haver comprometimento mental.
A doença provoca dano nos neurônios que produzem o neurotransmissor
dopamina na estrutura do cérebro que notifica o controle e a
coordenação dos movimentos, assim como da conservação da postura e dos
músculos. Os sintomas surgem quando muitos destes neurônios já morreram.
A doença de Parkinson é em parte genética, sendo uma parte causada por
um componente ambiental e a outra vem dos genes, porém não passa direto
de pais para filhos; trata-se de uma herança genética mais complexa e
distante. A causa hereditária da doença vem sendo estudada nos últimos
10 anos. Talvez exista algum fator tóxico ambiental que desencadeie a
doença, especialmente naquelas pessoas que possuem predisposição
genética. Porém, não há comprovação científica sobre qual o fator
ambiental.
A doença requer tratamento especializado. O objetivo é retardar a
evolução dos sintomas e dos sinais clínicos, tornando os pacientes
funcionais por muito mais tempo. Vamos dizer que um homem começasse sua
doença com 60 anos. Sem tratamento ele ficaria parcialmente
incapacitado com cinco anos de evolução, dependente com 10 anos, e
teria dificuldades em permanecer vivo com 15 anos. Hoje, este período
praticamente foi duplicado graças à fisioterapia especializada e à uma
série de orientações de hábitos de vida e medicamentos.
Pode parecer óbvio, mas um neurologista deve conduzir todo o
tratamento, e não só ser consultado para receitar remédios. Uma doença
neurológica precisa ser atendida por neurologistas clínicos que
conheçam e tenham interesse no assunto. Caso contrário, os pacientes
terão a evolução clínica antiga, de antes dos tratamentos que
modificaram radicalmente a previsão de vida útil desta população.
*** Dr. Paulo Rogério M de Bittencourt é neurologista do Hospital Nossa
Senhora das Graças, especialista em Neurologia, Neurologia Infantil,
Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica.
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